Capítulo I – Quando o tempo sussurrou
Não foi amor à primeira vista. Aliás, nem houve vista. A história de Paula e Yago começou antes mesmo que seus olhos se encontrassem. Os nomes deles surgiram um na vida do outro como um sussurro distante, um acaso gentil do destino. E então… nada. Por cinco longos anos, foram apenas possibilidades não exploradas. Rostos que poderiam ter se cruzado, mas que o tempo, caprichoso e silencioso, decidiu manter separados. Deus, em Sua arte paciente, não tem pressa. Ele prepara os encontros com cuidado, com propósito, com amor.
Capítulo II - O dia em que o destino sorriu
Não houve mágica visível no primeiro encontro. Mas, dentro deles, algo se moveu: foi uma escolha. Não de se encontrarem, mas de se enxergarem. O primeiro beijo veio simples e certo. A escada, testemunha muda daquele momento, tornou-se marco de um começo que já nasceu eterno. Naquele instante, os dois corações, enfim, disseram “agora”.
Capítulo III – Onde tudo começa de novo
Seis meses depois, eles voltaram ao mesmo lugar. Ali, no mesmo degrau onde os olhos sorriram pela primeira vez, Yago fez o pedido de namoro. Com palavras simples e um olhar firme, ele transformou aquele momento num laço: não o laço de compromisso qualquer, mas o de quem entende que amar é uma construção. Ela aceitou, não apenas a proposta, mas a jornada.
Capítulo IV – Amar é acontecer nos detalhes
O amor de Paula e Yago não mora em contos de fadas. Mora no mundo real. Ele está no café dividido ainda quente, na troca de mensagens durante o dia, no abraço apertado após um dia cansativo no trabalho. Está na escuta atenta, na piada boba contada só para ver o outro sorrir, no silêncio que não pesa, só conforta. Eles não são perfeitos, mas são perfeitamente imperfeitos um para o outro. Porque amar, de verdade, é aprender a dançar com as falhas, e eles dançam. Entre risos nos dias bons, orações nos difíceis, e, acima de tudo, na escolha constante de permanecer, mesmo quando seria mais fácil partir.
Capítulo V – Refúgio é nome próprio
Yago é presença firme e generosa nas lutas de Paula. Ele está onde ela precisa estar amparada, caminhando ao lado mesmo quando o caminho é estreito. Ele não recua, estende a mão mesmo quando o próprio cansaço pesa. Paula é força nos silêncios de Yago. Não apenas o escuta, ela o entende. Tem um jeito de estar que não exige palavras, mas que oferece tudo: apoio, direção, paz. Eles encontraram no cotidiano, o sagrado. Juntos, descobriram que o amor vai além do sentir: é agir. É cuidado constante, é parceria que se constrói com intenção, é compromisso que não se abala com o tempo. É ser lar, mesmo sem endereço compartilhado.
Capítulo VI – A cidade do sim
E então veio o Rio. Uma cidade feita de cores e maresia, que para muitos é apenas um destino turístico, mas que para Paula e Yago se tornou memória viva desde o começo. Foi em Búzios, no quarto de uma pousada tranquila, que o amor resolveu dar mais um passo. Sem cenário montado, sem platéia, apenas eles dois. Yago ajoelhou-se, não com palavras ensaiadas, mas com a verdade nos olhos. E ali, no aconchego de um dia que parecia comum, o pedido de casamento foi feito com uma simplicidade que só o amor verdadeiro conhece. Não houve dúvidas. O sim já morava nos dois corações antes mesmo de ser pronunciado.
Capítulo VII – Caminho comum
Hoje, quando olham para o futuro, não enxergam um conto de fadas, enxergam um lar. Uma casa com cheiro de café pela manhã e vinho à noite. Filhos correndo pela casa, e viagens marcadas. Uma vida de propósitos, passos firmes, mãos dadas. E acima de tudo: fé. Porque desde o início, sabiam que Deus escrevia essa história com cuidado. Cada espera, cada silêncio, cada recomeço, tudo tinha um porquê.
Epílogo – A linha do tempo
Na linha do tempo da vida, Paula e Yago não viveram atrasos, viveram um propósito de Deus. O amor deles não veio apressado, veio no tempo certo. Chegou maduro, inteiro, pronto para florescer. Agora, estão de mãos dadas diante de um novo começo. Prontos para escrever o próximo capítulo. Prontos para seguir, lado a lado, desta vez, com um passo rumo ao para sempre.